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Aderson Silvino conversa com Ricardo Motta sobre os vetos publicados no Diário Oficial
A justificativa da governadora para os vetos é geral. O decreto foi publicado em uma edição extraordinária do Diário Oficial do Estado, na segunda-feira passada (dia em que o DOE não circula). No texto, a governadora justifica os vetos afirmando que os projetos aprovados pela Assembleia Legislativa "padecem de inconstitucionalidade e contrariedades ao interesse público que obstam a respectiva conversão legal". Também é dito que as emendas parlamentares não estavam compatíveis com o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias.Esclarecendo: no entendimento do Governo, os remanejamentos propostos pelos deputados no OGE/2013 causam problemas financeiros e carecem de base legal.
As emendas dos deputados remanejando verbas atendiam interesses específicos, como nos casos dos recursos extras para o TJRN, o Ministério Público e o TCE. Pela proposta inicial de orçamento, apresentada pelo Judiciário e o MPE, o Executivo teria de destinar R$ 85,5 milhões e R$ 39,6 milhões a mais para ambos, respectivamente. Diante do argumento de "impossibilidade financeira" apresentado pelo Governo, que alegou queda dos repasses federais e o aumento de despesas com a folha de pessoal, os deputados negociaram a aprovação de emendas que reduziam as verbas extras: para o TJRN R$ 26 milhões, para o MPE R$ 19 milhões.
As emendas feitas pelos deputados transferiam recursos, principalmente, do artigo 15 do OGE/2013. Neste artigo, os deputados dispensavam prefeituras de contrapartidas em convênios com o Governo. No veto, o Executivo observa que a Lei de Diretrizes Orçamentárias impõe a obrigatoriedade da destinação de recursos para compor a contrapartida de convênios e afirma que não há nenhuma lei que justifique a exceção da contrapartida de recursos no caso de convênios.
Uma outra fonte de transferências de recursos era o Incentivo Financeiro para Industrialização para o Poder Judiciário e o MP. Foi vetada sob a justificativa de que Lei de Diretrizes Orçamentária proíbe o remanejamento de recursos destinados ao financiamento de programas firmados mediante contrato, no qual, segundo o Executivo, se enquadra o Proadi.
Nas emendas para o TCE/RN, para a Defensoria e para a área de Pesquisa Agropecuária, o Governo afirmou que a Assembleia não observou a obrigatoriedade de seguir a Lei Orçamentária Anual, calculada a partir da situação vigente em junho de 2012. A crise econômica e a necessidade de contingenciamento foram lembradas na justificativa do veto à emenda destinada ao aparelhamento, informatização e ampliação da Vice-governadoria (o vice, Robinson Faria, está rompido desde 2011 com a governadora). Mesmo argumento para vetar os recursos destinados à atualização dos parques tecnológicos do TCE/RN e TJRN e para o MP construir e reformar sedes e investir em tecnológica da informação.
Desembargador vai ao Legislativo
Os vetos da governadora Rosalba Ciarlini ao Orçamento Geral do Estado levaram o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Aderson Silvino, a agendar uma conversa com o presidente do Legislativo estadual, deputado Ricardo Mota, na manhã de ontem. O desembargador se mostrou preocupado, durante o encontro, mas Ricardo Motta disse que aguardaria a análise dos técnicos da Assembleia.
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