O material escolar está mais caro este ano. De acordo com uma pesquisa do Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal), os preços subiram acima da inflação e estão 8,33% mais caros se comparados com o ano passado. Vinte e uma livrarias e papelarias da cidade foram visitadas e os preços de 27 produtos foram pesquisados. Destes, dezesseis subiram e onze sofreram redução. Os pais precisam ficar atentos. O Procon identificou ainda uma variação de preço em produtos da mesma marca e modelo de até 614%.
É o caso de um lápis preto nº. 2 da marca CIS, que apresenta diversos preços: R$ 0,14 (menor preço), R$ 0,20, R$ 0,27, R$ 0,30, R$ 0,69 e R$ 1,00 (maior preço). Por causa dessa diferença, o Procon alerta para a importância da pesquisa de preço. "É preciso estar atento e visitar várias livrarias para encontrar o melhor preço", diz o Elias Silva, pesquisador socioeconômico.
Faltando poucas semanas para o início do ano letivo, as livrarias da cidade registram um grande movimento. Algumas oferecem horário estendido e abrem as portas aos domingos. Nem todos os pais estão seguindo a orientação do Procon. "Não procurei outras livrarias. Na verdade a escola indica essa e minha irmã já me informou que os preços são bons. Então vou comprar tudo aqui mesmo", disse a dona de casa Valquíria Lima, 24 anos. Ontem à tarde, ela estava em uma livraria no Centro da cidade acompanhada do marido, Carlos Eduardo, 30 anos, e da filha, Letícia Beatriz, 5 anos. Esse é o primeiro ano que o casal compra material escolar para a filha. "Os preços estão bons. Não tenho como comparar, mas estou gostando", disse o pai.
Além de pesquisar antes de comprar, pois a economia pode ser significativa, o Procon orienta para os pais procurarem melhores condições de pagamento, descontos, observar a qualidade dos produtos e procurar comprar produtos com selo de garantia do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). "Pedir a nota fiscal também é fundamental", destaca Elias.
A pesquisa do Procon foi realizada entre os dias 4 e 11 de janeiro e coletou preços de vinte e sete itens de papelaria, entre eles, borracha, caneta esferográfica, cola plástica, canetas hidrográficas, lápis cera, tinta guache, esquadro plástico, régua plástica, cadernos e papel tamanho ofício A4.
Os maiores aumentos foram observados no caderno de desenho pequeno brochura de 40 folhas, caderno escolar pequeno brochura de 48 folhas, massa para modelar, lápis cera, gizão cera, caderno universitário com 10 matérias e espiral de 200 folhas e lápis preto número 2.
A dona de casa Vitória Maria levou as duas filhas para ajudar nas compras na tarde de ontem. A mãe das garotas disse que percebeu o aumento nos preços, especialmente nos cadernos. "Realmente está mais caro", ressaltou. Alegando falta de tempo, a dona de casa disse ainda que não vai procurar outras livrarias para pesquisar os preços. "Ando sem tempo e sempre compro aqui mesmo. Vou levar tudo dessa vez", colocou.
O Procon identificou ainda reduções de preços em alguns itens. As maiores reduções foram no esquadro plástico de 16 cm, tinta guache, lápis de cor pequeno e caderno de caligrafia. A pesquisa apontou também uma variação de preços entre os estabelecimentos pesquisados. Essa diferença chegou até 614% entre produtos de marcas iguais, como é o caso do lápis preto número 2 da marca Cis, cujo menor preço é R$ 0,14 e o maior, R$ 1,00. "Cabe ao consumidor avaliar a qualidade dos produtos, tendo o cuidado de conferir se o mesmo tem o selo de segurança do Inmetro, pois alguns produtos, embora baratos, deixam a desejar no quesito qualidade e segurança", ponderou Elias Silva.

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