Trabalhadores e proprietários de pedreiras de Baraúna interditam RN-015 para chamar a atenção do Governo
O movimento começou por volta das 5h, às 7h a Polícia Militar foi ao local e retirou o bloqueio liberando a via.
De acordo com os trabalhadores, as pedreiras trabalham há mais de 20 anos em terrenos que, embora próprios, não tinham documentação e agora o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) concedeu à empresa cearense Itamil uma espécie de direito de uso dessa terra, sendo que dessa forma as empresas baraunenses foram expulsas do espaço onde produziam principalmente material para construção civil e cal.
A atividade beneficia diretamente mais de 200 famílias da região Oeste, e cinco mil trabalhadores potiguares indiretamente. "O Governo precisa fazer alguma coisa. Só agora eles passaram a exigir a documentação, foi aí que a gente começou a dar entrada no Idema. Mas a licença demora demais para sair. Eu, por exemplo, solicitei há mais de um ano e ainda não recebi", conta José Edson Campos, dono da Pedreira Campestre e um dois organizadores do movimento.
O proprietário enfatiza o fato de que a terra não foi ocupada irregularmente pelos trabalhadores e empresas de Baraúna: "O terreno é pago, aqui não se trata de sem-terra. Apenas a documentação que demora a chegar. Por isso, estamos sendo impedidos de trabalhar nas nossas próprias terras", afirmou.
A assessoria de imprensa do Idema informou à reportagem do O Mossoroense que algumas licenças não foram emitidas devido à ausência de documentação por parte dos empreendedores. "O Idema está à disposição dos empreendedores para tirar as eventuais dúvidas sobre o licenciamento ambiental", reforçou o órgão.
Quanto ao direito de uso da terra pela empresa Itamil, a assessoria esclareceu que não cabe ao Idema questões relacionados ao setor fundiário e judicial.
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