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sábado, 20 de agosto de 2011

Aumenta a pressão sobre a Governadora, em todos os eventos que vai é cobrada sobre a greve da UERN.


Segundo assessoria da governadora Rosalba Ciarlini, durante a solenidade de abertura da Ficro ela foi cobrada sobre uma contraproposta que atenda aos professores e aos técnicos administrativos da Universidade Estadual (Uern), que estão em greve há quase 3 meses.

“Estamos na terra da liberdade e o movimento de vocês é legítimo. Mas é bom a sociedade saber que a UERN está totalmente parada e durante esse tempo pagamos o salário dos grevistas. A folha da UERN chega a R$ 13 milhões e estamos pagando, apesar da greve. Além disso, a Universidade custa meio milhão de reais (R$ 500 mil) por dia. É um investimento, sem dúvida, mas se trata de um custo”, afirmou a governadora.

E a assessoria revela, para quem não sabe: o orçamento da UERN é de R$ 180 milhões, que divididos pelos 12 meses chega-se ao valor de R$ 15 milhões por mês, que mais uma vez divido por 30 (dias) dá o montante de R$ 500 mil por dia.

Quanto à greve, Rosalba disse, durante seu discurso na Ficro, que em maio recebeu o reitor Milton Marques na Governadoria. “O reitor me apresentou a reivindicação de reajuste salarial de 23,98%. Explicamos os nossos problemas e a nossa realidade financeira e orçamentária. O reitor sabe das nossas dificuldades, pois todas as Secretarias tiveram verbas contingenciadas. Não é apenas a Universidade, e o reitor sabe disso”, disse, acrescentando que não pode garantir o reajuste pleiteado de uma única vez.

E voltada para os manifestantes, ela continuou o discurso:

“Eu afirmei que posso fazer parceladamente e o Governo precisa, também, encaminhar um projeto para a Assembleia Legislativa. Mandei uma proposta que supera o percentual e vocês rejeitaram. O que não entendo é que no passado podia escalonar reajuste e agora não pode. É isso que não entendo”, afirmou.

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