A mãe da menina de 3 anos morta após ser atropelada por um jet ski em Bertioga, no litoral norte de São Paulo, pede justiça nas investigações do caso e diz que foi colocado um "brinquedo assassino nas mãos de um adolescente". Cirleide Rodrigues de Lames conta que a filha estava muito feliz no primeiro passeio dela na praia. Grazielly Almeida brincava na areia na praia de Guaratuba próximo ao mar com a mãe quando o veículo desgovernado que saía da água a atingiu na tarde de sábado (18). "Foi tudo muito rápido e não houve tempo para salvar minha filha."
"Se eu tivesse visto ele vindo de longe, teria tentado fazer alguma coisa, me jogado na frente... Mas não deu tempo", relata a mãe. Segundo os pais, era um sonho da criança visitar o litoral. "Fazia tempo que ela estava pedindo pra ir para a praia. Ela estava tão feliz, se divertindo muito", conta Cirleide Lames.
"É dolorido perder uma criança tão maravilhosa e especial. Até agora eu não acredito que isso aconteceu com a minha filha. É difícil saber o que aconteceu", completa o pai da menina, Gilson Almeida.
O corpo de menina foi enterrado na manhã desta segunda-feira (20) em Artur Nogueira, no interior de São Paulo, cidade onde a criança morava com os pais. A garota havia chegado ao litoral na sexta-feira (17) junto com um grupo de dez pessoas, entre familiares e amigos, de Artur Nogueira.
A família diz estar inconformada com a imprudência e a falta de ajuda do piloto,apontado pela Polícia Civil como um adolescente de 14 anos, e da família dele, que estava hospedada em um condomínio de luxo em frente à praia.
"Eles não prestaram nem socorro, como se nada tivesse acontecido. Vai ser difícil saber que eu levei a minha menininha para realizar um sonho e voltei sem ela por causa de uma irresponsabilidade", conta a mãe da menina.
O tio de Grazielly, Edilei Rodrigues de Lames, também diz estar revoltado com a falta de prestação de socorro ou ajuda do piloto e pede mais rigidez nas regras para quem pilota um jet ski. "Nós estávamos com outras famílias com crianças e muitos pais pensaram que o acidente podia ter acontecido com algum filho deles. É uma angústia no coração pensar que nós não estamos imunes a isso", defende. A avó da menina passou mal durante o velório e precisou ser medicada.
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